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6 de abril de 2010

APRENDER A ENSINAR


Retirei na íntegra esta reportagem do site de minha cidade. Levando em consideração somente os itens da reportagem, posso ser considerada uma campeã na minha profissão! E você, se considera uma campeã!?

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Desde os primeiros estudos empíricos com escolas, na década de 60, muito já se pesquisou sobre as características de um bom professor. Mas um ambiente permaneceu quase sempre à margem dessas investigações: a sala de aula.

Foi a partir da observação direta da atuação de bons professores que o norte-americano Doug Lemov -ex-professor, diretor e consultor de escolas- elaborou um catálogo de boas técnicas de ensino em sala. Seu trabalho ganhou repercussão após reportagem do "New York Times" publicada em 7 de março. O texto traduzido está em www.lge.org.br/ideiasemeducacao. Ele descreve como Lemov, angustiado por respostas sobre por que alguns professores são melhores que outros, passou a filmar as aulas dos profissionais que se destacavam em suas escolas.
O projeto resultou no livro "Teach Like a Champion" (ensine como um campeão, sem tradução no Brasil), onde ele lista 49 estratégias que ajudam docentes em tarefas diárias.

São técnicas como, ao fazer perguntas, em vez de esperar que um aluno levante a mão, escolha você quem responderá, mas só depois de ter feito a questão. Assim, todos terão que pensar na resposta.

A reportagem destaca que, nos EUA, o currículo em cursos de formação docente privilegia o estudo de grandes teorias de aprendizagem de forma desconectada da prática, e professores chegam em sala sem saber como lidar com os alunos. Além disso, falta clareza a respeito do que deve ser ensinado, e como.

Na avaliação da educadora Guiomar Namo de Mello, esse diagnóstico se aplica também ao Brasil, com o agravante de que a formação docente aqui é ainda mais precária. "O manejo de sala de aula, a gestão do tempo, do espaço, o estabelecimento de vínculos com os alunos. Isso tudo exige competências das quais nossos professores hoje passam longe", diz Guiomar, ex-secretária municipal da Educação em São Paulo e ex-integrante do Conselho Nacional de Educação.

No Colégio Santa Maria, em São Paulo, a professora Lélia de Lucca concorda com a educadora. Ela desenvolveu uma técnica de trabalho com seus alunos de seis anos, em que cada criança recebe um desafio personalizado, e procura repassá-la aos novos colegas.

"Os professores mais jovens chegam muito carentes desse tipo de prática em sala de aula. Neste sentido, dá certa saudade do antigo curso de magistério, em que havia muita ênfase na organização da turma e em técnicas de ensino."

Guiomar explica que não se trata de menosprezar as teorias pedagógicas ou minimizar o efeito de outras variáveis do professor e de políticas públicas no desempenho dos alunos. O que esses novos estudos estão demonstrando é que, sem olhar para a sala de aula, perderemos uma parte importante da explicação sobre nossos sucessos e fracassos.

AÇÕES EM CLASSE

Exemplos de técnicas sugeridas em livro do pesquisador Doug Lemov

1) PERGUNTAS E RESPOSTAS
É comum o professor fazer uma pergunta e esperar um aluno respondê-la voluntariamente. Em vez disso, o professor pode fazer a pergunta e,depois, escolher um estudante para respondê-la. Desta forma, todos se virão obrigados a pensar na resposta.

2) LEITURA EM VOZ ALTA
Numa atividade de leitura em voz alta, o professor muda rapidamente de um aluno para o outro no meio da leitura. Assim,em vez de um estudante apenas ler voluntariamente o texto, todos acompanham a leitura, pois sabem que a qualquer momento serão chamados.

3) BOM E O ÓTIMO
Um professor pode se contentar com uma resposta boa, mas pode também estimular o aluno a ir além. Num dos vídeos feitos para o livro, uma professora elogia um estudante que chegou perto da resposta, mas cobra mais dele: "Isto foi bom, mas poderia ser ótimo", diz ela.

4) GESTOS EM VEZ DE PALAVRAS
Outro vídeo do projeto mostra uma professora que tem total controle da turma sem precisar parar a aula para chamar a atenção dos alunos. Ela estabeleceu com os estudantes códigos gestuais que indicam exatamente o que ela quer dizer.

5) NÃO SEI
Se o aluno responde não sei a uma pergunta e o professor desiste de insistir, ele aprenderá que a melhor forma de não participar de uma aula é responder não sei. O professor pode e deve voltar para este mesmo estudante, mesmo que outro colega de classe já tenha respondido à mesma questão e ele tenha apenas que repetir a resposta certa.

Retirado de http://www.cidadedoconhecimento.org.br

3 COMENTE AQUI!!!:

DESS disse...

Just visiting...
Have a nice day...

Joyce Pianchão disse...

Excelente artigo! Vou fazer uma chamda no blog sandovaldeazevedo.blogspot e espero que os professores da escola onde leciono leiam e reflitam sobre a ação pedagógica realizada. O que mais gostei foram as dicas para atender os alunos que têm mais dificuldades em participar das aulas. Parabéns! Abraço, Joyce.

Iolanda disse...

Que postagem!!!Concordo com quem afirmou que é preciso que aprendamos a dominar a arte de dispor, ao menos, do tempo e do espaço escolares, enfim, que aprendamos a nos organizar e tirar proveito das técnicas de manejo de uma sala de aula. Obrigada pels dicas.

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