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16 de julho de 2009

ENSINAR E APRENDER MATEMÁTICA NA ALFABETIZAÇÃO




Sempre achei que respeitava a aprendizagem de meus alunos nas aulas de Matemática...
Mas descobri que o que estava fazendo não era nada de mais, não era tão inovador assim!

Costumava passar situações problemas ao monte, e que tivessem conexão com o cotidiano da criança. Depois "mostrava" como se solucionava o problema em forma de desenho e utilizando material manipulável. Com isso achava que estava "facilitando" a aprendizagem. Bem, esta semana descobri uma nova maneira de ensinar a temível Matemática.

Esqueça fórmulas prontas! Porque ensinar como resolver o problema se você pode deixar que a criança crie as soluções?!

O seu papel é instigar a criança, nunca dizer que está errado e dar a resposta. Mas sim levá-la a resposta correta através de questionamentos inteligentes. Exige de nós professores muita paciência!! rs Eu que sei...

Uma coisa eu não errei, o ponto de partida do ensino da matemática são as situações problemas, inclusive na forma de jogos.

Vou dar o exemplo que a palestrante deixou:

" A professora solicitou que as crianças de 1º ano solucionassem o seguinte problema:
Quantas patas tem 6 cachorros?
Forneceu uma folha de sulfite e pediu que solucionassem o problema, sem dizer como começar.
A maioria conseguiu resolver, o x da questão é o que fazer com o que não conseguiu.
Pois bem uma das crianças apareceu com a resposta 12. A professora observou que no desenho dela os cachorros estavam somente com duas patas. Em vez dela dizer que estava errado ela questionou:
- Quantas patas tem um cachorro?! No que a criança pergunta:
- O meu cachorro ou os de verdade?!
Com isso a professora fala para a criança que ela quer saber quantas patas tem um cachorro de verdade. Assim a criança retoma ao seu desenho e volta com a solução correta."

Adorei este exemplo que ela deu, demostra como muitas vezes eu sou imatura ao lidar com a aprendizagem das crianças. Eu já fui criança e parece que esqueci como era minha lógica ao aprender algo.

Então decidi usar esse método em minha sala de aula, já no dia seguinte da palestra. Foi um pouco difícil pois muitas crianças seguiram a minha lógica para resolver, e os que nunca entenderam as minhas explicações não conseguiam resolver, sempre esperam que eu os ajude. Insisti para que fizessem da maneira que quisessem e alguns me surpreenderam.

Segundo, Ana Ruth Starepravo que foi a palestrante mencionada, o trabalho com jogos e situações problemas nos anos iniciais dá conta dos conhecimentos matemáticos necessários para a vida.

Para saber mais sobre o trabalho dela, acesse:

Para adquirir o livro "Jogos para Ensinar e Aprender Matemática, acesse:

Shalom!

3 COMENTE AQUI!!!:

Solange Paglarini Crescêncio, disse...

Muito interessante, as vezes precisamos destes alertas, não é? Com seu texto pude repensar como estou ensinado meus alunos, valeu e obrigada!

Kátia Ruivo disse...

Esse tipo de atitude, o questionamento inteligente que leva a criança a pensar, raciocinar, criticar, que faz toda a diferença para um ensino de qualidade que vai formar crianças criativas, questionadoras, ao invés de cidadãos passivos e sem opinião.

Muito interessante a abordagem.

bjos

Paty Longo disse...

Oi Ana Paula! Gostei muito do teu blog. Também estou trabalhando com alfabetização e participei de um congresso em meu estado onde estavam presentes as autoras Sandra Bozza e Ana Ruth Starepravo. Gostei muito das ideias das duas e comprei o livro da Sandra, que é Ensinar a Ler e a Escrever: Uma possibilidade de Inclusão social. Gostei muito do livro dela e de suas ideias e acredito que a aprendizagem do aluno só acontece a partir do momento em que ele consegue construir seus conhecimentos de forma significativa e criativa.
Parabéns pelo seu blog e por seus trabalhos.
Beijos e aparece no meu blog fazer uma visitinha.
Paty

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